Desfalecido Ser


Não quisera um erro cometer.
Tantas situações
Pendentes no céu. Na terra
Subjugados, os seres, às abstrações.

O grafite escorrega
O capricho desconcerta
Os bêbados botões não abotoam,
Não pregam nada.

Os caminhos eram verdes
Céus, não eram caminhos.
Descaminhos, sim, sem deveres
Como um vazio no ninho.

E nós estamos aqui
Não sabemos como evitar
Que a mais rica terra
Esmoreça bela, não podemos.

Não somos tão fortes.
As pessoas sublimam a verdade
Apenas estão à sorte
Desbota suas almas a vaidade.

Pense: o que tenho haver?
Com tanta desprudência
Com a morte da flor
Com a moribunda consciência.

Não tenho a certeza
De se a culpa me caiu,
Mas o que se partiu
Fora o eloqüência com a impotência.

Não posso afirmar
Não posso fazer
Não há como mudar
Na alma o véu da incompetência.

Meus membros não se movem,
Apenas se contraem.
Não respondem à vontade
E sim à parcialidade,
Dos poucos fortes,
Ao menos mais fortes,
Pois subjuga o próximo
Às más impressões, à fantasia.

Na minha expressão se faz
A angústia em forma segura,
No resto a figura gilvaz
No peito, porém, a vontade da loucura.


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